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Ernesto Paglia

Ernesto Paglia

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Ernesto Paglia é Jornalista, formado pela ECA-USP.


Começou a trabalhar na profissão aos 19 anos, no terceiro ano de faculdade, em 1979. Contratado como repórter pela Rádio Jovem Pan de SP, permaneceu no cargo menos de 3 meses. Foi demitido após participar da greve organizada pelo Sindicato dos Jornalistas de SP, naquele mesmo ano.

 

Na semana seguinte, foi contratado pela sucursal paulistana da Rede Globo para trabalhar como repórter da madrugada. Já em 1980, participaria de coberturas importantes, como a da greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, lideradas por Lula, então sindicalista. No mesmo ano, integrou uma das duas equipes itinerantes da Globo que acompanharam a cobertura da primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil.

 

Em 1982 foi enviado à Espanha, para a sua primeira cobertura de Copa do Mundo da FIFA. Apesar de se declarar "impermeável" ao futebol, cobriria outros 7 mundiais: México 86, Itália 90, EUA 94, Japão/Coréia 2002, Alemanha 2006, África do Sul 2010 e Brasil 2014. Na área de esportes, participou também das equipes enviadas pela Globo às Olimpíadas de Barcelona 92, Atlanta 96, Pequim 2008 e aos Jogos Panamericanos do Rio 2007.


Em 1983, foi designado para integrar a equipe da Central Globo de Jornalismo que renovou a linguagem do Globo Repórter. Trabalhou exclusivamente para o programa de documentários jornalísticos durante os 3 anos seguintes.


Desde então, participa periodicamente do programa. Já esteve envolvido na produção de mais de 60 documentários, sendo os mais significativos sobre temas relacionados ao meio ambiente. Em 1984, a reportagem-documentário sobre o cacique-deputado Mário Juruna, com direção de Mônica Labarthe e roteiro de Fernando Gabeira, recebeu prêmio no Festival Internacional da Televisão de Sevilha, na Espanha.


Em 1996, contribuiu para a primeira grade de programação do novo canal de notícias GloboNews. Durante os 3 anos seguintes, formatou e comandou o programa semanal de entrevistas "Painel", que deixou ao voltar ao posto de correspondente em Londres.


Em 2010, integrou a equipe da primeira temporada do projeto Globo Mar, série jornalística de 9 semanas produzida pela Rede Globo. No mesmo ano, durante as 5 semanas que antecederam o primeiro turno das eleições presidenciais, trabalhou no projeto JN no Ar. Viajando a bordo de um jato executivo e, de acordo com a necessidade, de um turbohélice, o grupo de 8 profissionais da Rede Globo foi enviado a um município sorteado a cada noite – uma cidade em cada um dos 26 estados e o Distrito Federal – para a realização de reportagens sobre a realidade local.


Em 1986, aos 27 anos, tornou-se um dos mais jovens correspondentes internacionais da Globo, baseado no escritório da emissora em Londres. Enviado a Bagdá, cobriu o conflito Irã-Iraque. Trabalhou nessa função até 1989, quando retornou ao Brasil para trabalhar, prioritariamente, para o Jornal Nacional. Voltou a ser correspondente em Londres em 2000/2001, quando cobriu a Segunda Intifada Palestina e a invasão norte-americana ao Afeganistão.

 

Em 2009, ajudou a criar e comandou as primeiras edições da coluna de tecnologia "Conecte", do Jornal da Globo.

 

De 2010 a 2014, integrou a equipe que desenvolveu a primeira minissérie jornalística da TV Globo, o projeto Globo Mar. O programa, com formato de documentário jornalístico, era focado em assuntos relativos ao mar. As primeiras 3 temporadas concentraram-se no litoral brasileiro. A partir de 2013, o programa incluiu expedições internacionais. Em outubro de 2013, o programa rendeu à TV Globo a Menção Honrosa Marinha do Prêmio de Reportagem SOS Mata Atlântica/Conservação Internacional. O trabalho à frente do Globo Mar foi reconhecido pela Marinha do Brasil com as condecorações "Ordem do Mérito Naval" (2011) e "Mérito Tamandaré" (2015).

 

Em 2010, nas 5 semanas que antecederam o primeiro turno das eleições presidenciais, Paglia trabalhou no projeto JN no Ar. Viajando a bordo de um jato executivo e, de acordo com a necessidade, de um turbohélice, o grupo de 8 profissionais da Rede Globo foi enviado a um município sorteado a cada noite – uma cidade em cada um dos estados brasileiros – para a realização de reportagens sobre os problemas e características de cada local. Essa maratona em busca da realidade do país foi registrada por Paglia no livro "Diário de Bordo: JN no Ar – Cruzando o País numa Cobertura Histórica".

 

Atualmente, Paglia continua a desempenhar a função de Repórter Especial, ligado prioritariamente ao programa Fantástico e ao projeto Globo Natureza.

 

Realiza trabalhos como Mestre de Cerimônias e Moderador de Debates.


Prêmios


Recebeu o Prêmio Comunique-se na categoria Melhor Repórter de TV, em 2004, 2007 e 2009.


Livros


Diário de Bordo: JN no Ar – Cruzando o País numa Cobertura Histórica.

 

03/2019


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