Possui ainda título de Especialista em Medicina de Urgência, concedido pelo Sociedade Brasileira de Clínica Médica e reconhecido pela Associação Médica brasileira (AMB) e em Clínica Médica, pelas mesmas entidades. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, da Academia Brasileira de Neurocirurgia. Membro do Congress of Neurological Surgeons - CNS (EUA), da American Association of Neurological Surgeons - AANS (EUA) e da North American Spine Society - NASS (EUA). Mestre em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) do Exército Brasileiro.
Atualmente é militar da ativa, chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Militar de Área de São Paulo. Presidente da Comissão de Residência Médica (COREME) do Hospital Militar de Área de São Paulo, sendo também o Chefe do Programa de Residência Médica em Neurocirurgia deste hospital; programa este reconhecido pelo MEC e SBN. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Neurocirurgia, atuando principalmente nos seguintes temas: tratamento cirúrgico, neurocirurgia, neurocirurgia pediátrica, neurocirurgia vascular, microcirurgia, microcirurgia robótica, malformações arteriovenosas, cirurgia da coluna, neuroendoscopia e cirurgia minimamente invasiva. Concluiu com êxito o "Surgical Leadership Program", da Harvard Medical School, que contou com formação em negociação, liderança, criação e gestão de equipes de alta performance, segurança do paciente, qualidade, inovação, propriedade intelectual, análise e gestão de processos em ambientes hospitalares complexos, gestão de crises em saúde, gestão de epidemias, gestão de sistemas de saúde, dentre outros, com professores da Harvard Medical School, Harvard Law School, Harvard Business School e de executivos de empresas de referência em diferentes campos que, por intermédio de princípios de ciência translacional, adaptaram sua metodologia ao ambiente médico, recebendo o título Scholar in Surgical Leadership. Membro do Comitê Executivo da Seção de Neurocirurgia Militar da World Federation of Neurosurgical Societies (WFNS), entidade que congrega as sociedades de neurocirurgia mundialmente, representando naquela entidade o Exército Brasileiro por designação direta do Comandante do Exército. Possui ainda os títulos de International Fellow of American Association of Neurological Surgeons (IFAANS) e Fellow of the International College of Surgeons (FICS). Agraciado com a Medalha Marechal Hermes de Aplicação e Estudo do Exército Brasileiro, obtida devido à primeira colocação no curso de aperfeiçoamento de oficiais, com a Medalha da Vitória e Ordem do Mérito da Defesa, a Medalha do Mérito Humanitário e a Medalha Mérito Santos Dumont, dentre outras. Membro da Diretoria Executiva da Robotic Assisted Microsurgery and Endoscopy Society (RAMSES), aonde ocupa ainda o cargo de Chefe do Departamento de Neurocirurgia, focando no desenvolvimento e validação da aplicação de técnicas de microcirurgia robótica à Neurocirurgia. Participou de diversos Congressos Nacionais e Internacionais, com diversas apresentações, conferências e participações em cursos da área de neurocirurgia como instrutor.
É autor do livro "Guia de Neurocirurgia", da série "Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar - UNIFESP/Escola Paulista de Medicina", “Condutas em Neurocirurgia – Fundamentos Práticos – Crânio e Coluna”, além de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Presidente do Departamento de Neurocirurgia
Vascular e do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.
Temas das Palestras
Neurociência e física quântica
Não há como processar toda a informação que se faz necessária do ponto de vista da inteligência de outra forma que não seja utilizando princípios da física quântica. Se não houvesse o mecanismo de coerência quântica, esse processamento levaria muito tempo e não apensas os milissegundos que temos para pensar e decidir. Quando estamos a frente de um problema, evocamos nossas lembranças, vivencias, treinamentos e estudos para resolver a questão. Realizar essa tarefa de uma forma tradicional, processamento etapa por etapa, consumiria muito tempo. A mecânica quântica clássica defende que uma partícula existe em todos os seus estados simultaneamente, ou seja, pode-se ter um spin de um fóton para cima e para baixo ao mesmo tempo e isso é muito importante pois quando se tem várias partículas oscilando na mesma frequência elas se comportam de forma coerente, ou seja, rumam para a mesma direção e quando mudam, mudam todas juntas. Mais importante ainda: ao coexistirem nos dois sentidos e vibrarem produzindo a coerência, permitem a análise dos dados em paralelo, e não de forma sequencial. Os dados são analisados simultaneamente. Isso permite uma velocidade muito rápida de processamento. Decidir, planejar, executar e controlar a intensidade de execução de um ato motor complexo e milimétrico em que qualquer erro significará uma catástrofe. Como o cérebro daria conta de processar isso em fração de milissegundos? Impossível. A não ser que pensemos no cérebro não como um processador normal, mas como um processador quântico.
Neurociência e liderança
Do ponto de vista estrutural, o cérebro é muito parecido entre as pessoas. O que muda no funcionamento do órgão, basicamente, são as experiências e culturas vividas, que culminam na singularidade de cada líder. As contribuições da neurociência são fundamentais para compreensão do comportamento humano. E a liderança é uma prática comportamental. Muitas pessoas entendem a liderança como uma atribuição técnica, mas, no fundo, é uma espécie de conduta comportamental adequada a promover produtividade, performance e colaboração. O líder se beneficia do estudo da neurociência porque ele não só pode compreender melhor o seu próprio comportamento e modelar esse comportamento para que seja mais adequado a função de liderança, como também usar esses conhecimentos para compreender melhor as dinâmicas comportamentais da sua equipe. Isso sem precisar se aprofundar em aspectos psicológicos ou psicanalíticos de uma maior complexidade para compreensão do ser humano e que obviamente não estão ao alcance de todo indivíduo que assume a função de liderança. Então, a neurociência é mais tangível no estudo do comportamento, do que as outras ciências que vêm estudando o comportamento desde sempre. Neste tópico serão estudados:
• Tipos de liderança;
• Conceito de liderança fluida;
• Abordagem do revolucionário “Liderança Nível 5” elaborado por Jim Collins;
• Montagem e desenvolvimento de times de alta performance.
Neurociência e psicologia
Dominar conceitos da neurociência é um pré-requisito para se considerar um bom psicólogo ou psicanalista. O Conselho Federal de Psicologia (CFP), inclusive, reconhece a especialização na área, também chamada de neuropsicologia. Para entender o comportamento humano, é preciso conhecer as funções do cérebro. Um exemplo são os preceitos da neurociência cognitiva, que abrangem a atenção, a linguagem, a memória, o raciocínio e a tomada de decisões. Esta subárea investiga os substratos neuronais dos processos mentais, ou seja, como o que acontece em nosso cérebro influencia nossas ações e pensamentos. A neurociência permite que o psicólogo identifique se as mudanças de comportamento e das funções cognitivas de um paciente estão dentro dos padrões da faixa etária ou do contexto psicossocial do indivíduo. É o caso de idosos com perdas de memórias ou crianças com déficits de aprendizagem. O conhecimento permite realizar testes e estabelecer um diagnóstico, além de indicar um tratamento mais assertivo.
Neurociência e mindfulness
Um recurso terapêutico comum entre os psicólogos são as práticas de mindfulnes, o estado mental de atenção plena. A forma como o cérebro entra nesta condição, além dos benefícios da prática, é explicada pela neurociência. Entre os benefícios mais conhecidos do mindfulness estão a melhora na capacidade cognitiva e atencional, a regulação das emoções e o controle do estresse. No mundo do trabalho, o benefício mais evidente é o aumento da produtividade. Todos eles estão ligados à ínsula, pequena parte do cérebro que coordena as emoções. A neurociência explica que, ao praticarmos o mindfulness, aumentamos o intervalo de tempo entre um estímulo e a resposta do nosso cérebro – que a ínsula está acostumada a dar de maneira instantânea. Dessa forma, conseguimos controlar nossos impulsos e, a longo prazo, manejar o estresse psicofísico. O protocolo de aplicação de mindfulness mais estudado pela neurociência é o Mindfulness-based Stress Reduction (MBSR), cujos benefícios para o cérebro humano e, portanto, para a saúde já foram comprovados.
Tendências em neurociência e tecnologia
As novas tecnologias são grandes aliadas da neurociência, por possibilitarem uma compreensão mais aprofundada do funcionamento do cérebro humano. Um estudo da Brazilian Institute of Neuroscience
and Neurotechnology (Brainn) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), apontou as tendências tecnológicas para a área. A maioria das tecnologias listadas ainda está na fase de prototipagem ou de testes, mas já são uma amostra do que a ciência reserva para o futuro. As principais delas são:
• Implantes de neuroestimulação: pequenos implantes que podem estimular o cérebro, medula espinhal ou nervos periféricos. São aprovados pelo FDA e auxiliam indivíduos com mobilidade reduzida, distúrbios neurológicos e dores crônicas;
• Estimulação transcraniana: dispositivo que se utiliza de campos eletromagnéticos que excitam ou inibem neurônios. Usado no tratamento de esquizofrenia, depressão e transtorno obsessivo-compulsivo quando há resistência aos tratamentos convencionais;
• Técnicas de neuroimagem: geração de imagens cada vez mais precisas do cérebro humano, como o HARDI (High-Angular Resolution Diffusion Imaging). Elas auxiliam no diagnóstico de doenças intracranianas e na identificação de lesões em uma escala mais fina;
• Data Analysis: análise de dados de neuroimagem para diagnósticos mais precisos com a ajuda de métodos computacionais, como o deep learning;
• Tecnologias de neurocirurgia: neurociência, robótica e engenharia biomédica se unem para criar ferramentas de simulação cirúrgica e planejamento pré-cirúrgico. Um exemplo é a High-Intensity Foucused Ultrasound, usado na remoção de alvos profundos no cérebro de maneira não invasiva. Outro é a radiocirurgia por Gamma Knife, que direciona feixes de radiação para o tumor sem a necessidade de uma cirurgia no crânio do paciente;
• Novos materiais: desenvolvimento de polímeros e hidrogéis para serem usados em implantes neurais, biossensores e eletrodos e implantes de grafeno para terapias cerebrais;
• Interface cérebro-máquina: a tecnologia permite a ligação em tempo real entre cérebro e computadores, possibilitando que pacientes que perderam os movimentos controlem membros biônicos. Também desenvolve dispositivos que permitem a reparação ou substituição de funções sensoriais, como a audição e o toque.