Jaqueline Goes de Jesus é Biomédica e Pesquisadora. Distinguiu-se por ser uma entre muitas mulheres cientistas que fizeram parte da equipe responsável pela sequenciação do primeiro genoma do vírus SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 no Brasil. Está, também, ligada à sequenciação do vírus Zika.
Após a sua graduação em Biomedicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, obteve o mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI) pelo Instituto de Pesquisas Gonçalo Moniz - Fundação Oswaldo Cruz (IGM-FIOCRUZ).
Tornou-se doutora em Patologia Humana e Experimental pela Universidade Federal da Bahia em ampla associação com o IGM-FIOCRUZ. É Pós-doutoranda no Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e professora-adjunta de Bioquímica da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
Depois de ter estudado o VIH, no início da sua carreira, a cientista integrou o projecto Zibra, tendo percorrido o nordeste brasileiro para sequenciar o genoma do vírus de Zika. No pós-doutorado, tem-se dedicado à investigação da dengue 2.
Fez parte uma equipa coordenada por Ester Cerdeira Sabino de que fazem parte dezenas de cientistas. Vários membros da equipe participaram na sequenciação do genoma do vírus SARS-CoV-2 e os resultados chegaram em apenas 48 horas - um tempo muito abaixo da média mundial de 15 dias, apenas igualado pelo Instituto Pasteur, na França.
A equipe de investigação do Instituto Adolfo Lutz recebeu as amostras do primeiro paciente brasileiro infectado e, depois de escrito pelos parceiros internacionais, os resultados foram publicados dois dias depois em um fórum de discussão de especialistas em virologia e epidemiologia.
A sequenciação permitiu diferenciar o vírus que infectou o paciente brasileiro do genoma identificado em Wuhan, o epicentro da epidemia na China. A equipe, igualmente, sequenciou o código genético do segundo caso diagnosticado no Brasil. Neste caso, o vírus aproximava-se de estirpes analisadas na Inglaterra.
Embora a equipe inclua dezenas de cientistas nacionais e internacionais, as cientistas Ester Sabino e Jaqueline Goes de Jesus são regularmente principalmente as homenageadas e pelo estúdio Maurício de Sousa Produções como duas personagens da Turma da Mônica.
Na imagem divulgada nas redes sociais do grupo, Ester aparece como Magali e Jaqueline como Milena, a primeira protagonista negra da marca. A imagem faz parte do projeto Donas da Rua, que tem apoio da ONU Mulheres e foi desenvolvido pela filha de Maurício de Sousa, Mônica. A ideia do projeto do estúdio é usar as versões animadas para celebrar e homenagear mulheres relevantes na ciência, nas artes, na política e em outros campos da sociedade.
Temas das Palestras
* Saúde;
* Superação de Desafios e Mudanças.
06/2021