Cida Mendes desde pequena dava sinais de seu talento artístico e de sua veia cômica, com tiradas pitorescas sobre o mundo dos adultos. Na adolescência, improvisava e provocava risadas com a leitura que fazia do jeito de ser das pessoas.
Mas a vocação só foi levada a sério um pouco mais tarde, quando ela abandonou dois anos de estudos na faculdade de Educação Física e mais três anos no Conservatório de Música da UFMG para se dedicar ao teatro.
Foi em 1993, quando fazia participações em pequenas peças, que ela teve a ideia que lhe rendeu o primeiro sucesso da carreira: montou um pequeno restaurante-teatro onde apresentava esquetes cômicas de sua autoria.
Embora a comida não fosse lá essas coisas - fato reconhecido por ela - o público lotava a casa, aplaudia e pedia bis. Não tinha espaço para todo mundo. Era a Cantina Real, em Pará de Minas, que funcionou três anos servindo mais ao espírito do que ao corpo.
Foi nessa época que ela, a diretora Iolene de Stéfano e a produtora Consuelo Ulhoa iniciaram a parceria bem sucedida que dura até hoje e montaram o Grupo Tripetrepe.
A personagem Concessa surgiu nessa ocasião, e foi dando vida a ela que Cida Mendes carimbou o passaporte para o teatro profissional, ao conquistar o primeiro lugar no Prêmio Nacional Multishow de Humor, em 1997, disputando com 186 atores.
Desde então, interpretou o monólogo Concessa Tecendo Prosa mais de 1.500 vezes em todo o País (dados de 2008), consagrando-se como um sucesso permanente de público e de crítica.
Cinco anos depois, montou Adelaide Pinta e Borda - considerado o melhor espetáculo de 2002 em Minas Gerais - e novamente o sucesso aconteceu.
Em 2005, nova peça com a personagem Concessa, intitulada Pendura e Cai, veio somar-se ao repertório da atriz, movimentando ainda mais a sua premiada pauta de apresentações. Outro sucesso!
01/2019