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Miguel Nicolelis

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Miguel Angelo Laporta Nicolelis é Médico e Cientista, considerado um dos 20 maiores cientistas em sua área no começo da década passada pela revista de divulgação para leigos Scientific American. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009. Foi o primeiro cientista a receber no mesmo ano 2 prêmios dos Institutos Nacionais de Saúde estadunidenses e o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science.

 

Lidera um grupo de pesquisadores da área de Neurociência na Universidade Duke (Durham/EUA), no campo de fisiologia de órgãos e sistemas. Seu objetivo é integrar o cérebro humano com máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro-máquina). Suas pesquisas desenvolvem próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Nicolelis e sua equipe foram responsáveis pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais.

 

Este trabalho teve recepção controversa pelos meios acadêmicos e científicos: é considerado pela revista MIT Technology Review como um dos fracassos tecnológicos de 2014. Já The Verge, rede norte-americana de notícias online, referência em ciência, tecnologia, arte e cultura, premiada 5 vezes pela International Academy of Digital Arts and Sciences, o descreve como um dos destaques científicos de 2014, sendo Nicolelis retratado como uma das 50 personalidades mundiais do ano.

 

Nicolelis é ateu e crítico das religiões.

 

Temas das Palestras


Muito além do nosso eu, o cérebro humano como centro do nosso universo

 

Como seria um mundo em que pessoas conduzissem aparelhos eletrônicos por meio do pensamento? Onde quadriplégicos pudessem andar e os sintomas motores da doença de Parkinson pudessem ser controlados? Em Muito além do nosso eu, Miguel Nicolelis mostra que, o que parecia ficção científica até recentemente está prestes a se tornar realidade. Ele fala de um cérebro que não é passivo decodificador de informações, mas sim um escultor da realidade e da sensação de sermos nós mesmos. Como o cérebro cria a noção que cada um tem de si próprio? Qual o papel da máquina nesse novo cenário? O que é interface cérebro máquina? Quais os possíveis impactos dessa nova realidade sobre a humanidade? Nesta palestra, o neurocientista abordará essas questões, além de falar sobre suas descobertas e de sua equipe, das fascinantes perspectivas para pessoas com distúrbios neurológicos e de um futuro tecnológico em que as visões catastrofistas dão lugar ao otimismo e à esperança.

 

Educação e Neurociência

 

Como é a escola dos sonhos? É como o quintal de casa. Pessoas que têm curiosidade e voz, que podem aprender a se transformar no agente protagonista do próprio processo de Educação. Não há tecnologia que substitua o professor, não há máquina que substitua o elemento humano. São necessárias pessoas que estudam como o cérebro aprende e pessoas que ensinam como o cérebro tem que aprender. O Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), em atividade desde 2005, no estado do Rio Grande do Norte, agrega pesquisa científica com uma missão social, usando a ciência como um agente de transformação, promovendo a produção e a disseminação do conhecimento, e tornando a educação científica qualificada acessível às crianças e jovens do ensino público da região. Além de dois Centros de Pesquisas em neurociências (Natal e Macaíba - RN) e um Centro de Saúde voltado aos cuidados materno-infantis, o IINN-ELS tem um Centro de Educação Científica, com duas unidades (Natal e Macaíba), para 1000 jovens de 11 a 17 anos de escolas públicas. Esses jovens interagem nos laboratórios e realizam experimentos para aprender os conceitos da ciência moderna e também como o método científico pode ser usado em qualquer atividade cotidiana.

 

A ciência como agente de transformação social

 

Como cientistas brasileiros, radicados no exterior, poderiam contribuir para o desenvolvimento econômico e sociocultural de seu país natal? Como resposta a essa indagação, surgiu a ideia de criar um projeto privado, cuja principal meta seria construir institutos de pesquisa independentes que promoveriam pesquisa científica básica e aplicada, de nível mundial, em áreas estratégicas consideradas vitais para o desenvolvimento do Brasil. A principal missão desses institutos não estaria limitada à produção de pesquisa acadêmica, mas também incluiria o estabelecimento de iniciativas educacionais e sociais, com o intuito de fortalecer as comunidades excluídas da região. A sustentabilidade desses projetos sociais e de pesquisa poderia ser alcançada, pelo menos em parte, com o estabelecimento de parques de pesquisa industrial, adequados às vocações científicas e aspirações de cada uma dessas comunidades. Em síntese, o plano consistiria em criar polos integrados e autossustentáveis de geração de conhecimento e desenvolvimento social. Desse anseio e filosofia surgiu o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), gerido pela Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP). Localizado no estado do Rio Grande do Norte, o IINN-ELS pretende contribuir para o processo de minimização das desigualdades sociais e econômicas entre as diferentes regiões do país, descentralizando a produção e a disseminação do conhecimento, e tornando a educação científica qualificada acessível a crianças e jovens do ensino público. Em atividade desde 2003, a AASDAP integra atualmente dois centros de pesquisas em neurociências (Natal e Macaíba - RN); um centro de educação científica, com três unidades (Natal e Macaíba, no RN e Serrinha, na Bahia), para 1400 crianças e jovens de 11 a 17 anos de escolas públicas da região; e, um centro de saúde voltado aos cuidados materno-infantis em Macaíba. Começando a dar frutos, essa experiência tem demonstrado o grande potencial transformador de iniciativas que agregam pesquisa científica a uma missão social.

 

Avanços da Tecnologia e suas implicações no futuro

 

Para onde a Ciência deve nos levar nos próximos anos? De alguma maneira, todos nós fazemos e usufruímos da ciência. Ela está no cotidiano de todos - seja na educação, na economia, na medicina. A ciência deve constituir a base de quaisquer projetos, pois é capaz de tornar as pessoas mais conscientes, produtivas e participativas. Há uma maneira tropical emergente de fazer ciência, movida pela pesquisa em energia renovável, agricultura, água e genética vegetal e animal. Essas são as questões definidoras do planeta. A ciência está extravasando os portões dos campi universitários e está se transformando em commodities das sociedades modernas. No século 21, a força da sociedade não residirá mais, simplesmente, em aspectos econômicos e sim no domínio da ciência e na habilidade de desenvolver tecnologias. Todos os países têm de investir maciçamente em áreas básicas de tecnologia. Isso é uma visão estratégica de longo prazo. Cada país tem a chance de criar e ser o líder de uma nova indústria, usando a ciência, seus recursos naturais e seu talento humano, criando uma economia do século XXI, que é a bioeconomia, a economia dos combustíveis renováveis, que não é só etanol, mas é biodiesel, sol, energia eólica. Temos, no Brasil, as maiores reservas naturais do mundo e a chance de criar energia limpa, um ambiente que pode impedir o avanço do aquecimento global e uma indústria ecológica que seja exemplo para o mundo inteiro, substituindo a indústria petroquímica por uma indústria verde. Podemos ser os maiores produtores de alimento do mundo e ultrapassar as grandes potências agrícolas. Existe toda uma economia que pode ser altamente sustentável, e que pode servir de retorno em empregos e conhecimento que ampliariam ainda mais a matriz renovável energética brasileira.

 

Tudo isso é ciência

 

Temos a melhor perspectiva, no mundo científico, de desenvolver pesquisas voltadas para a felicidade do ser humano.

 

Profissão: Geek forever

 

Nessa palestra, eu vou mostrar que tanto a ciência como os cientistas dependem da inovação, da criatividade e da ousadia. Portanto, desmistificando o estereótipo do cientista, eu vou mostrar como somos todos geeks e nerds e que sem essa cultura de ousadia, curiosidade e empreendedorismo científico, a ciência não tem como progredir ou ter um verdadeiro impacto na sociedade. O tempo de copiar o que vem dos EUA ou da Europa passou. É preciso desenvolver a nossa própria visão de como a ciência pode ajudar a resolver os grandes problemas da humanidade e do planeta. Para tanto, usarei a história das interfaces cérebro-máquina e do consórcio internacional Andar de Novo para exemplificar como uma ideia considerada impossível 15 anos atrás se transformou em realidade a ponto de permitir que 8 pacientes paraplégicos brasileiros pudessem experimentar a sensação de andar novamente e um deles tivesse o prazer de dar o chute inaugural da Copa do Mundo no Brasil.

 

06/2019


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